quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Relatório da Oficina Livre e Projeto – 8h

Data:14/10/09


Iniciamos o encontro com a reflexão da mensagem “ A ação da Educação”- Rudolf Steiner.

Após a reflexão, falei um pouco de como aconteceu o encontro da 2° etapa do Gestar II, em Porto Alegre, pois participar de mais um encontro, proporcionou-me rica contribuição no sentido de possibilitar uma reflexão sobre às necessidades de mudanças e novas buscas para melhoria da educação, pois desenvolvemos uma forma de ensinar que poderíamos chamar de mútua, uma vez que aprendemos uns com os outros, assim como também aprendemos com nossos alunos. A educação precisa se adequar a mudanças. Para tanto, buscamos um novo caminho um jeito novo de caminhar. Esse é o motivo de nosso trabalho: sermos cada vez mais conscientes hoje, na formação do homem de amanhã. O Gestar II nos abre novas possibilidades de construção, reconstrução, tornando-nos cada dia mais aptos as transformações.

Devolvi os portifólios de minhas cursistas, que havia levado para o encontro, fiz algumas colocações a respeito do que poderia ser melhorado. Elaboramos o cronograma da segunda etapa do Gestar II, de forma que seja finalizado até dezembro de 2009.
Passamos a falar sobre a Avaliação Diagnóstica do Gestar aplicada com os alunos. Cada professor fez o relatório de sua turma em relação aos resultados obtidos nas provas, a porcentagem de acertos e erros dos alunos em cada questão, a média da turma e principalmente dos descritores de maior e menor dificuldades dos alunos.

Em seguida passamos a refletir e discutir sobre quais passos a seguir diante dos resultados. Ressaltei para os professores que saber se o aluno vai mal não basta, precisamos apontar caminhos para o sucesso do processo avaliativo.
Lembramos que evoluir em avaliação é acompanhar o ser humano integralmente, para isso lembramos alguns conceitos de alguns pensadores sobre avaliação. Orientei para devolver as provas corrigidas para os alunos e trabalhar em aula de modo que os alunos saibam o que erraram e o que ainda precisam aprender, salientando a importância de trabalhar os descritores, pois estamos trabalhando as habilidades. Sabemos que há muito a melhorar, mas os professores ao mesmo tempo constataram que o trabalho já está produzindo frutos.

Em um segundo momento passamos a conversar sobre os andamentos dos projetos, como estão sendo desenvolvidos, dos quais foram elaborados por escola, sendo num total de quatro. As cursistas da Escola Municipal Josefina Ferreira Aquino, relataram que o projeto “ A leitura da família” está tendo um bom resultado, os alunos levam a sacola com variedades de livros para serem lidos para a família e junto acompanham a ficha para anotarem o que foi lido bem como sua opinião a respeito do assunto. Os demais projetos também estão em andamento, orientei sobre algumas alterações necessárias e passamos a refletir da importância de se trabalhar com projetos pois as aulas se tornam mais agradáveis, há uma interação maior entre comunidade escolar, resultando um melhor aproveitamento dos alunos.
Após esse momento, iniciamos nossas discussões teóricas acerca do tema da TP 1 Linguagem e Cultura.

Na comunidade em que vivemos, usamos a língua portuguesa para nos comunicar e interagir com outras pessoas. Assim, quanto maior o domínio que temos da língua, maiores são as possibilidades de termos um desempenho linguístico eficiente.
O domínio da língua é decisivo na possibilidade de plena participação e realização do individuo na sociedade.

Sendo a linguagem um instrumento de interação na sociedade, precisamos trabalhar de maneira que o aluno adquira o conhecimento e a compreensão sobre a realidade histórica, social e cultural, respeitando a variante lingüística do aluno e proporcionando-lhe condições de apropriação da modalidade culta da língua entre as quatro habilidades básicas: ler, ouvir, falar e escrever.

A língua evolui, transformando-se historicamente, por exemplo, algumas palavras perdem ou ganham silabas; outras deixam de ser utilizadas; novas palavras surgem de acordo com as necessidades.
Em contato com outras pessoas, na rua, na escola, no trabalho, observamos que nem todas falam igual. Há pessoas que falam de modo diferente por serem de outras cidades ou regiões do país, ou por fazerem parte de outro grupo ou classe social. Essas diferenças no uso da língua são as variedades lingüísticas. Todas as variedades lingüísticas regionais são perfeitamente adequadas à realidade onde surgiram.

Para finalizar as discussões teóricas apresentei o filme “ Língua vidas em Português”. Logo após realizamos uma reflexão sobre o filme o qual relata os vários paises que falam a língua portuguesa. Tivemos a oportunidade de analisarmos a língua falada por varias pessoas como feirante, vendedor ambulante, empresários, bancários, cantores, escritores, religiosos, estudantes, etc..., com influência de culturas diferentes. Para o escritor José Saramago “ Não há uma Língua Portuguesa há línguas em Português”. Realizei a avaliação da oficina e tivemos a certeza de que os objetivos propostos foram atingidos.
Formadora juntamente com as cursistas debatendo temas da oficina livre e projeto

Formadora: Maria Aparecida Andres Nascimento Bossoroca - RS

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Relatório da Oficina Livre – 8h

Data:06/10/09

Visita a V Mostra Literária Artística e Cultural

No dia 06 de outubro, realizamos a visita a V Mostra Literária Artística e Cultural, realizada no Clube 3 de Julho, no município de Bossoroca - RS. O projeto visa o desenvolvimento das habilidades de leitura, escrita e expressão corporal e artísticas dos alunos da rede municipal e estadual do município. Promovendo o contato com o mundo da leitura despertando-lhes o prazer pela prática da leitura, da expressão corporal e artística, incentivando-os a produzir seus próprios escritos e visa a interpretação teatral, dança, paródias, interpretação de poemas, trabalhos artísticos.

Desenvolver a competência comunicativa envolve a compreensão e capacidade de escrever com clareza e expressar-se oralmente bem como artisticamente. Dessa maneira possibilita a real participação da comunidade escolar no processo de ensino e aprendizagem, desenvoltura para expor suas ideias diante do público e a construção interior de cada um, além do aprendizado para a realização de trabalhos coletivos e o espírito de liderança.

Assim com essas atividades ajudaremos os nossos estudantes a desenvolver seu léxico vocabular, interpretar textos e sua criatividade, porém, nosso trabalho continua, pois os estudantes terão a oportunidade de desenvolver sua criatividade por meio de redação em murais, poesias, trabalhos artísticos e culturais nas escolas tornando o ensino mais prazeroso.
Pronunciamento do Secretário de Educação Salomão na abertura da V Mostra Literária Artística e Cultural

Formadora de Português Maria Aparecida, formadora Matemática, juntamente com a equipe da SMEC

Cursista Vera com os alunos declamando poema

Cursista Maria Eliana peça de teatro sobre a Cultura Afro


Trabalhos realizados pelos alunos


Trabalhos produzidos pelos alunos sobre a Cultura Afro

Poesias produzidas pelos alunos

Trabalho produzidos pelos alunos


Teatro sobre o Meio Ambiente dos alunos da E.E.E.F Haidee Nascimento
Formadora: Maria Aparecida Andres Nascimento - Bossoroca - RS



























































































Cronograma da 2° etapa do Gestar II - Língua Portuguesa

06/10/09 – Oficina Livre – 8 h
Visita a V Mostra Literária Artística e Cultural.

14/10/09- Oficina Livre e Projeto – 8 h

23/10/09 – Oficina 1 : TP 1 – 8 h
Unidade: 1 e 2
Oficina 2 : TP 1
Unidade: 3 e 4

10/11/09 – Oficina 3 : TP 2 – 8h
Unidade: 5 e 6
Oficina 4: TP 2
Unidade: 7 e 8

20/11/09 – Oficina 5: TP 6- 4h
Unidade: 21 e 22

09/12/09 – Oficina 6: TP 6 – 4h
Unidade: 23 e 24

11/12/09 – Oficina Avaliativa


Maria Aparecida Andres Nascimento – Bossoroca - RS

terça-feira, 22 de setembro de 2009

RELATÓRIO DA OFICINA 10

Professores cursistas recebendo CD/R do encerramento da Primeira Etapa do Gestar II.



Texto publicitário elaborado pelos cursistas na oficina.

Professores expondo trabalhos realizados no avançando na prática



















Professores socializando os trabalhos do Avançando na Prática.







Cursistas lendo e debatendo sobre o texto "Ampliando nossas referências".

















Mensagem de abertura do encontro















Foto de Abertura da Oficina 10

Data:16/09/2009

Oficina 10: TP5 – Unidades 19 e 20

COESÃO TEXTUAL
RELAÇÕES LÓGICAS NO TEXTO

“ Uma grande escola exigirá docentes competentes, abertos para o mundo e para o saber, sempre de novo redefinidos....porque escola grande se faz com grandes cabeças
( é certo!), mas também com grandes corações, com muitos braços, que se
estendem em abraços que animam caminhadas para grandes horizontes.”
( Redin, 1999, p.07)

Realizamos a décima oficina do Gestar no dia 16/09/2009, a qual estava prevista no calendário para o dia 07/08/2009 e devido o recesso escolar e o seminário que os professores da rede municipal iriam participar, previsto acontecer nos dias 05,06,07 e 08 do mês de agosto, combinamos com os professores em realizarmos a oficina no dia 12/08/2009, a qual também não foi possível ser realizada, pelo motivo da gripe A onde foi determinado no município que os alunos retornariam as escolas no dia 17/08/2009. Por estes imprevistos só podemos realizar o nosso encontro nesta data.

Por estarmos concluindo, a primeira etapa do Gestar no nosso município, o qual para nós, formadoras de língua portuguesa e matemática é um momento muito gratificante, reuniu-se os professores cursistas de língua portuguesa com os professores de matemática, no Auditório Muncipal João Luis Bandeira , com a presença do Senhor Secretário Municipal Salomão Valença dos Santos e os alunos de duas escolas das quais os professores desenvolvem o Gestar, para apresentarem trabalhos realizados.

Inicialmente, ouvimos uma mensagem e logo o pronunciamento do Senhor Secretário, que se pronunciou dizendo que o Gestar veio somar para uma prática mais reflexiva dos professores do município de Bossoroca.

Após este momento, iniciamos nossas reflexões teóricas referente a coesão textual, dos quais os professores cursistas fizeram suas colocações, tendo surgido muitos questionamentos e dúvidas, pois quando escrevemos um texto uma das maiores preocupações é como amarrar a frase seguinte a anterior, e isso só vai ser possível se dominarmos os princípios básicos de coesão. Pois ao construirmos um texto, devemos portanto, fornecer aos possíveis leitores informações suficientes para que criem e recriem o “mundo textual”, o universo de significações criado pelo texto.

Apresentei os eslaides sobre o assunto e pautamos momentos de discussão. Analisamos também o texto “ Circuito Fechado” ( Ricardo Ramos) e nos questionamos: O texto é coerente? O texto é coeso? E para enriquecermos nossas discussões, realizamos a leitura oralmente do texto “Ampliando Nossas Referências”, comparando os conceitos de coesão por vários autores e o estudo das questões. Os professores manifestaram suas opiniões e entendimentos sobre coesão textual, bem como a melhor forma de ensinar nossos alunos a escreverem um texto. Pois, a escolha dos elementos adequados para conectar as partes de um todo e orientar o desenvolvimento do tema é aspecto fundamental para boa formação de um texto. Realizamos também o estudo do texto “Segredos da Seda”p. 143, para analisarmos alguns dos mecanismo de coesão empregados.

Passamos para os relatos de experiências, cada cursista relatou sobre o “Avançando na Prática” que desenvolveu com seus alunos. Alguns cursistas comentaram que tiveram dificuldade em aplicar atividades da unidade 19 e 20 onde tiveram que se adequar ao nível de conhecimento da turma. A cursista Vera relatou que no começo os seus alunos tiveram dificuldade em realizar a tarefa da página 196, talvez por ser uma atividade nova, porém no decorrer da atividade demonstraram interesse e habilidade em formar os textos. Teve cursistas que não haviam concluído os avançandos da unidade anterior,portanto fizeram seus relatos e apresentaram alguns trabalhos realizados, nesta oficina, como o da página 40, 82 e 105. Foi um momento riquíssimo de socialização, troca de experiências e sugestões, pois os professores estavam entusiasmados em relatar as atividades realizadas.

Partimos para a parte prática da oficina, levei várias gravuras de produtos, e pedi para que formassem grupos para realizar a tarefa de produção de um texto publicitário, fazendo uso de linguagem verbal e não verbal. Cada grupo deverá usar de seus conhecimentos prévios e criatividade, provocando a atenção e o interesse dos “compradores” por meio de uma frase negativa aliada a informação sobre o produto. Os grupos produziram os textos e expuseram para os demais. Logo após as apresentações fizemos uma análise dos textos e sugeri a realização da mesma atividade com os alunos.

Ao finalizarmos nosso encontro realizamos a avaliação desta oficina e das atividades desenvolvidas. Por estarmos concluindo a primeira etapa do Gestar, solicitei que escrevessem os pontos positivos, negativos e sugestões para o aprimoramento na continuidade do nosso trabalho. Os professores entregaram os portifólios para serem analisados no encontro. Concluindo a primeira fase de formação, realizei a entrega de um CD com o conteúdo repassado na primeira etapa de formação do Gestar II em Porto Alegre.




Formadora: Maria Aparecida Andres Nascimento
Bossoroca - RS

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Oficina 9

Professoras realizando atividade que escreve uma frase
dobra a folha e passa adianta...





RELATÓRIO DA OFICINA 9

DATA: 27/07/09
TP5 - UNIDADE 17 E 18
ESTILÍSTICA
COERÊNCIA TEXTUAL

“Palavra puxa palavra, uma idéia traz a outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução, alguns dizem que assim é que a natureza compôs as suas espécies.”
(Machado de Assis)

No dia vinte e sete de julho realizamos a nossa nona oficina do Gestar II, no município de Bossoroca, R/S, na qual discutimos temas de noção de estilo e objetivo da estilística, refletimos sobre como as relações harmoniosas entre as partes garantem sua coerência, bem como estabelece a unidade de sentidos em um texto.
Iniciamos com o questionamento: “Quantas vezes você já ouviu ou proferiu a palavra estilo?” A palavra estilo faz parte do vocabulário cotidiano, significando comumente o modo pessoal de fazer algo; o conjunto de características de um objeto, de uma época; elegância no jeito de se comportar ou se vestir. Daí as expressões “estilo de vida”, “estilo moderno”, “ter ou não ter estilo”.
Discutimos as seções de modo a socializar e compartilhar nossas leituras. Apresentei alguns slides, “Os princípios da textualidade”, “Estilística”, para melhor compreender e aprofundar nossos conhecimentos sobre os assuntos tratados nessas unidades.
Para ilustrar o estudo teórico das unidades referente a Estilística e Coerência Textual, dividi a turma e organizei um jogral com o poema “Trem de Ferro”, de Manoel Bandeira, de modo que um grupo lesse os versos repetidos, e outro, o restante do poema. Foi uma atividade enriquecedora para percebermos a sonoridade das palavras de modo a obter um ritmo expressivo para o poema e os professores se sentiram motivados a realizar esta atividade com os alunos.
E para que os alunos estabeleçam a distinção entre a repetição estilística e a que resulta da falta de vocabulário na produção do texto, sugeri aos professores “Indo à sala de aula”, da pág. 32, TP5 e a Atividade 5, mostrando para os alunos que a exploração da sonoridade da frase não existe apenas em criações literárias, mas é comum também nas criações populares.
Para trabalhar a coerência que muito depende dos “olhos” do leitor por que em alguns casos, o que pode parecer coerente para uns pode não ser para outros. Segundo Koch (1990.21) a coerência “deve ser entendida como um princípio de interpretabilidade, ligado à inteligibilidade do texto numa situação de comunicação que o receptor tem para calcular o sentido deste texto”. Realizei uma atividade semelhante ao da página 98 e 99 da TP5. O grupo deverá estar em círculo, onde inicia escrevendo uma frase em uma folha e a seguir dobra-a e entrega ao colega que deverá escrever a frase seguinte, e assim sucessivamente, de modo que todos participem. Ao concluir este trabalho lemos o texto que formou-se a partir da sequência de ideias escritas e debatemos se o texto produzido é coerente ou não.
Realizamos a proposta de análise do texto publicitário, em grupo discutimos como a coerência textual é construída a partir da articulação entre informações do texto e experiências prévias que os leitores têm a respeito do assunto. Depois os grupos expuseram suas análises como: o visual, argumentos persuasivos (apelos), público alvo, articulação do verbal e não verbal, ideias explicitas e implícitas e o texto como um todo e depois cada parte e como elas se articulam na unidade textual. Trabalhar com textos publicitários é uma atividade muita enriquecedora por isso sugeriu aos professores que levam diversas propagandas para os alunos analisarem, mostrando que também muitas vezes há incoerência nas propagandas.
Passamos então, ao relato das atividades escolhidas pelos professores, desenvolvidas em sala de aula, tendo como objetivo a socialização de suas experiências, pois os relatos diversos de atividades escolhidas trazem para a oficina uma diversidade de possibilidades que caracterizam as práticas pedagógicas. A maioria dos professores não conseguiu terminar as atividades devido ao pouco tempo e o recesso escolar. As atividades do Avançando na Prática mais sugerida foram o da Unidade 18, da página 82, que tem por objetivo o desenvolvimento das habilidades de procurar as pistas que tornam uma imagem coerente e o Avançando na Prática da página 105, que propõe um trabalho articulado sobre a coerência textual. Os professores angustiados colocam que uma das maiores dificuldades é fazer com que os alunos produzem textos coerentes. Foi ressaltado que devemos trabalhar todo o dia a coerência, orientando, chamando a atenção e mostrando os elementos que podemos usar para dar qualidade a um texto.
No momento final, realizamos a avaliação do encontro e como as próximas unidades continuam a trabalhar com características textuais e a relação entre a argumentação e linguagem, terminei a oficina provocando a curiosidade dos professores sobre estes temas, com as perguntas como: “Para que usamos a linguagem?”, “Seremos seres argumentativos?” "Gostamos quando obtemos a reação esperada às nossas ideias?”“ Como costumam fazer isso?”.

Formadora: Maria Aparecida Andres Nascimento
Bossoroca, R/S

domingo, 26 de julho de 2009

Oficina 8




















Professora cursista com os alunos da E.M.E.F.Josefina Ferreira Aquino aplicando atividade do Avançando na Prática, da TP4 com o conto "Admirável Mundo Louco" de Ruth Rocha.




















Alunos realizando atividades sobre o conto "Admirável Mundo Louco" (Ruth Rocha).




RELATÓRIO DA OFICINA: 8
DATA: 15/07/09
TP4 – Unidades 15 e 16
Mergulho no texto
A produção textual – Crenças, teorias e fazeres.


“ Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação – reflexão.”
Paulo Freire.




No dia quinze de julho de dois mil e nove, nos reunimos para realizarmos mais uma oficina do GESTAR no município de Bossoroca - RS, a qual discutimos a importância da formulação de perguntas, nos vários momentos do processo da leitura, os procedimentos que possibilitam ao leitor chegar à estrutura do texto, como conhecimento importante para compreensão global do mesmo e procedimentos que facilitam a consecução de um dos objetivos mais importantes da leitura que é o ler para aprender e mesmo sem esquecer a leitura, abordamos o processo de produção textual como uma forma de sair da passividade no ensino da escrita, e motivar nossos alunos a desenvolverem a escrita comunicativa.

Inicialmente fizemos um momento de reflexão do texto “ As tarefas da educação” de Rubem Alves – nos perguntamos: o que estou ensinando é ferramenta para quê? A partir deste questionamento, abrimos as discussões sobre o conteúdo tratado na unidade, a importância da formulação das perguntas, na ajuda á leitura do aluno, pois na hora de iniciar uma produção de escrita, certas informações precisam estar claras para que o aluno saiba por onde começar um texto. Por isso, ressaltei que é fundamental que o professor promova e estimule as perguntas dos alunos sobre o texto.

Seja qual for a forma de entender a leitura, não podemos deixar de considerar que ela é sempre um meio. Lemos sempre para alguma coisa: para saber mais, para nos alegrar, ela é sempre uma forma de nos entendermos e de nos situarmos no mundo.
Para fazermos uma reflexão final sobre o papel do professor no ensino de leitura e no desenvolvimento de estratégias de compreensão da leitura, debatemos sobre o texto ampliando nossas referências “ Por que meu aluno não lê? “ de Ângela Kleiman, página 147 e 148. A partir da leitura do texto, solicitei que os professores indicassem algumas razões pelas quais os nossos alunos lêem tão pouco, ou não lêem.

Os professores levantaram vários pontos como a falta de conhecimento prévio e incentivo da família, e evidenciaram suas dificuldades. Então, ressaltei o desafio que é para nós, professores, ajudar nossos alunos a terem necessidade e consequentemente, terem objetivos que tornem a leitura uma experiência significativa. Surgiu várias sugestões, inclusive a professora Vera, partindo desta necessidade está elaborando o seu projeto, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Josefina Ferreira Aquino sobre a leitura envolvendo a família.

Apresentei também os slides “uma conversa sobre a produção escrita na escola” e debatemos da importância na hora de iniciar uma produção escrita, de o aluno precisar saber o quê, para quê e para quem vai escrever, só então se define a forma do texto, que precisa ser entendido pelo leitor. Apresentei também algumas sugestões sobre produções textuais, focalizando a importância de o professor trabalhar com diferentes temáticas e estruturas textuais, bem como deixar que as idéias dos alunos fluam, respeitando a capacidade de expressar-se, a criatividade e a originalidade de sua produção. Sugeri a aplicação de código de revisão e reescritura nos textos.

Segundo Garcez (2004), o bom leitor evidência em seu texto suas leituras prévias, desenvolvendo autoria e criatividade, portanto, quanto maior a interação do leitor com o texto e mais desenvolvida for sua habilidade de leitura, melhor será sua produção textual e organização da idéias, desenvolvimento do texto, revisão e reescrita.

Passamos então, para as explanações sobre o Avançando na Prática, desde o planejamento da atividade até o resultado, dos quais os professores tiveram oportunidades de trocar experiências, pois foram bem diversificadas as atividades aplicadas, como por exemplo a professora Vera trabalhou o texto “Admirável Mundo Louco” – Ruth Rocha, e aplicou o Avançando na Prática da página 124, a qual ressaltou que não encontrou maiores dificuldades, pois o conto foi bem trabalhado antes e despertou a curiosidade dos alunos em pesquisarem algumas palavras desconhecidas, como por exemplo, a palavra “flóbitos”. Outra atividade desenvolvida que foi bem aceita pelos alunos foi a criação do diário, assim também Avançando na Prática da página 131, a apresentação desordenada de parágrafos, para serem ordenados. Através dos relatos e de experiências entre os professores podemos concluir que a maioria dos alunos demonstram entusiasmo na realização das tarefas, e a maior dificuldade encontrada é a parte da organização de idéias e ortografia. A partir dos relatos discutimos sobre o assunto da próxima Oficina TP5 Unidade 17 e 18 e realizamos a avaliação da Oficina.

Concluímos que o GESTAR veio na hora certa para somar com nossos conhecimentos, com o qual as aulas tornaram-se mais gratificantes.

Formadora Maria Aparecida Andres Nascimento

segunda-feira, 20 de julho de 2009


Alunos realizendo atividades da TP 4 sobre o Ambiente letrado.
Professora cursista com os alunos da E.E.E.F. Haidee Nascimento sistematizando o conhecimento observado sobre o ambiente letrado e apreciando os cartazes.




RELATÓRIO DA OFICINA 7
DATA: 08/07/09
TP4- Unidades 13 e 14.
Leitura, escrita e cultura.
O processo da leitura.
No dia 08 de julho, nos reunimos novamente para realizarmos a sétima oficina do Gestar no município de Bossoroca/RS .

Iniciamos refletindo sobre o processo de letramento e a necessidade de desenvolver habilidades que tornem nossos alunos proficientes em leitura. Sabemos que qualquer experiência na vida de uma pessoa tende a ter melhores resultados quanto mais ela atende a objetivos claros e verdadeiros para o sujeito que a vivencia. Com a leitura não é diferente, quanto mais ela tiver um objetivo para o aluno, mais ele vai buscar o material adequado, ou vai ler com disposição o que lhe é oferecido, e com mais facilidade vai compreendê-lo.
É necessário, pois, que o professor tente ajudar seu aluno a desenvolver a consciência da importância, não só de ler, como também dos diferentes tipos de leitura. E isso não se consegue repetindo de que “ler é preciso”, “ler é viajar”, “quem lê sabe mais”. Como diz Paulo Freire;” Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.”(Educação na cidade, 1991). O que nós, professores, temos de tentar é conhecer os interesses dos alunos, ter clareza quanto ao que eles sabem e oferecer-lhe materiais e experiência de leitura capaz de mobilizá-los, quer dizer, tornar a leitura significativa implica criar nos alunos motivos para ler, ou ajuda-las a ter necessidade de ler.

Sabemos que é por meio do letramento que vamos adquirir novos conhecimentos, transformar aqueles que já temos comunicar o que pensamos e conhecemos sobre o mundo aos outros. Assim, aprendemos e desenvolvemos a leitura e a escrita de acordo com os diversos contextos em que vivemos. Então, distribui alguns questionamentos para serem debatidos e socializados entre os professores.

1- Como você define letramento?
2-Qual a relação que você estabelece entre letramento, alfabetização escolarização?
3-Como podemos relacionar letramento com as praticas de cultura local?
4-De que modo o conhecimento prévio interfere na atividade de leitura e escrita?
5-Qual deve ser o papel do professor que trabalha na perspectiva do letramento?

A partir do estudo das atividades propostas ,refletimos sobre o desenvolvimento da escrita e sobre as diversas formas de representação e utilização da cultura letrada, bem como da sua importância para o nosso aluno.Enfatizamos a diversidade cultural, a valorização do conhecimento prévio e lemos e discutimos o “Ampliando nossas referências”, da página 54 e55.
Apresentei slides sobre alguns conceitos de letramento como o de Kleiman(2004) que define o termo letramento do seguinte modo;
“Podemos definir hoje o letramento como um conjunto de práticas sociais que usam a escrita, enquanto sistema simbólico e enquanto tecnologia, em contextos específicos, para objetivos específicos”. (Kleiman, 2004,p. 19).

Para Magda Soares não basta à alfabetização, é preciso atingir o letramento, a qual define como sendo; ”Letramento é o estado ou condição de quem não só sabe ler e escrever, mas exerce as práticas sociais de leitura e de escrita que circulam na sociedade em que vive, conjugando-as com as práticas sociais de integração oral.”
Distribui para os professores o poema de Magda Soares “O que é Letramento”? Para definirmos melhor o verdadeiro sentido da palavra.

Passamos então, para os relatos da Lição de Casa e o Avançando na Prática. A professora Gerônima escolheu o tema Festa Junina, por ser uma festa que é realizada na escola, para que os alunos escrevessem um texto informativo e para que isso acontecesse era preciso ter conhecimento do assunto, por isso orientou os alunos que pesquisassem, coletassem dados sobre o assunto para depois escreverem o texto. Comentou que foi valido e incentivou os alunos a adquirirem um pouco mais de conhecimento sobre essa cultura.

A professora Maria Janeth também escolheu o mesmo tema, iniciou a aula comentando a respeito das festas realizadas na comunidade local, regional e nacional, após solicitou que os alunos escrevessem um texto informativo, de acordo com o conhecimento que cada um tem sobre as festas juninas. Comentou que os alunos tiveram dificuldade em passar para o papel as suas falas de acordo com as reflexões feitas sobre as maneiras de expressar a cultura local, o quê o fez perceber que deverá ampliar o conhecimento dos alunos, tendo em vista o propósito da comunicação.

A professora Vanise, levou em conta que observar o ambiente letrado é importantíssimo para que possamos entender as práticas da cultura escrita e transformar o nosso conhecimento, desenvolveu o Avançando na Prática da página 31, a qual relatou que não havia concluído.

Após os relatos das professoras concluímos que a grande maioria dos alunos apresenta dificuldade em organizar suas idéias e colocar no papel. Portanto, é preciso que o professor não desanime e tenha consciência que o nosso desafio é ajudar os alunos a terem necessidade de ler, buscar com eles as razões para saber alguma coisa. Pois, o aluno participa da cultura letrada quanto mais tiver experiência com materiais escritos em gêneros textuais diversos. Esperamos que vocês professores criem, dentro de seu espaço de trabalho oportunidade para que estas construções se dêem de fato, trabalhando a leitura e a escrita a partir de uma perspectiva do letramento.Avaliamos que este encontro foi de fundamental importância para nós, por se tratar de temas tão relevantes na prática do professor.


Formadora Maria Aparecida Andres Nascimento